Grande parte do mundo acredita que a indústria siderúrgica, um dos primeiros setores a ser atingido pela crise americana dos “subprimes”, entrou em processo de recuperação. Aqui no Brasil, o dado se confirma. Os indicadores apontam que do segundo trimestre de 2009 em diante, o setor emite sinais de ligeira melhora nos níveis de produção, principalmente depois das medidas do governo para estimular o segmento com forte exposição ao aço, como o automobilístico e o de construção civil.
Segundo dados do Instituto Aço Brasil, devido à crise econômica, a indústria siderúrgica brasileira projeta fechar o ano de 2009 com uma produção de 26,7 milhões de toneladas de aço bruto, 20,8% menor do que em 2008. Para 2010, devido a toda melhora no setor, a tendência é que a retomada da produção nacional do aço de fato se consolide paralelamente com o crescimento econômico do país. O mercado doméstico deve crescer 21,6%, atingindo 22,9 milhões de toneladas, e as exportações estão estimadas em 11 milhões, o que significa um total de 33,1 milhões de toneladas de produção de aço bruto.
Números em escala global também apontam os efeitos da crise no setor ano passado. Segundo dados da “MEPS (International) Limited”, consultoria independente do setor siderúrgico, localizado na Grã-Bretanha, a indústria mundial do aço deverá fechar 2009 com uma produção de cerca de 1,165 bilhão de toneladas; um declínio de 12% em relação a 2008. O mercado mundial também prevê a retomada no crescimento da produção do aço em 2010. Em termos de consumo, dados da World Steel Association aponta aumento de 9,2%, o que poderá representar um total de 1,2 bilhão de toneladas de produtos.
Segundo dados do Instituto Aço Brasil, devido à crise econômica, a indústria siderúrgica brasileira projeta fechar o ano de 2009 com uma produção de 26,7 milhões de toneladas de aço bruto, 20,8% menor do que em 2008. Para 2010, devido a toda melhora no setor, a tendência é que a retomada da produção nacional do aço de fato se consolide paralelamente com o crescimento econômico do país. O mercado doméstico deve crescer 21,6%, atingindo 22,9 milhões de toneladas, e as exportações estão estimadas em 11 milhões, o que significa um total de 33,1 milhões de toneladas de produção de aço bruto.
Números em escala global também apontam os efeitos da crise no setor ano passado. Segundo dados da “MEPS (International) Limited”, consultoria independente do setor siderúrgico, localizado na Grã-Bretanha, a indústria mundial do aço deverá fechar 2009 com uma produção de cerca de 1,165 bilhão de toneladas; um declínio de 12% em relação a 2008. O mercado mundial também prevê a retomada no crescimento da produção do aço em 2010. Em termos de consumo, dados da World Steel Association aponta aumento de 9,2%, o que poderá representar um total de 1,2 bilhão de toneladas de produtos.
Produção e Evolução da Indústria Siderúrgica no Mundo (fonte: World Steel Association)Impacto Direto da Crise Financeira no Setor Siderúrgico
A crise financeira causou retração em praticamente toda atividade industrial no mundo. Na cadeia de produção do aço, o pior momento ocorreu nos períodos de novembro de 2008 a fevereiro de 2009, quando houve acentuada queda na demanda, principalmente do setor automobilístico e da construção civil. No período, muitas siderúrgicas passaram a praticar descontos de até 25% nos preços do aço. Num cenário nunca antes visto, 6 dos 14 autofornos da siderurgia brasileira ficaram parados devido ao forte recuo na demanda internacional. A exportação é essencial para siderurgia, visto que o mercado interno não absorve integralmente sua produção. No Brasil, a crise causou a demissão de 11,7% na força de trabalho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia.
Recuperação no Brasil
A recuperação do setor siderúrgico tem sido lenta e gradual. Entretanto, o cenário não é mais tão obscuro como em 2009. Ainda no segundo trimestre desse mesmo ano, o governo brasileiro criou uma série de medidas para estimular o consumo interno, como isenção no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos da linha branca e automóveis. O governo também criou o programa “Minha Casa Minha Vida”, voltado para a construção de casas populares para a população de baixa renda, estimulando assim a produção de aços longos.
O cenário de otimismo brasileiro na produção do aço é reforçado também com o início dos investimentos em obras de infra-estrutura para a Copa de 2014, a Olimpiada em 2016, a exploração do Pré-Sal, e as demais obras do PAC (Programa de Aceleração e Crescimento).
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Exportações
A preocupação da siderurgia nacional nesse momento é com as exportações. Durante uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada no mês passado, o presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que o principal objetivo do setor é ganhar o mercado internacional. Ainda segundo ele, é necessário discutir a questão da competitividade com outros países. A China, por exemplo, já tem o maior mercado siderúrgico do mundo, superando a Alemanha. As exportações chinesas totalizaram mais de US$ 1,2 trilhão no ano passado, segundo dados da Administração Geral Alfandegária da China.
A preocupação da siderurgia nacional nesse momento é com as exportações. Durante uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada no mês passado, o presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que o principal objetivo do setor é ganhar o mercado internacional. Ainda segundo ele, é necessário discutir a questão da competitividade com outros países. A China, por exemplo, já tem o maior mercado siderúrgico do mundo, superando a Alemanha. As exportações chinesas totalizaram mais de US$ 1,2 trilhão no ano passado, segundo dados da Administração Geral Alfandegária da China.
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Fontes:
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World Steel Association
MEPS (International) LTD.
The Guardian
The Economist
Instituto Aço Brasil
Folha de São Paulo
Jornal Estado de São Paulo
Valor Econômico
Brasil Econômico